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sábado, 27 de abril de 2013


A redenção de um escravo



Sempre costumo dizer que a Bíblia é um Livro com histórias capaz de tocar qualquer coração, até o mais cético ou endurecido. Não apenas por causa de sua riqueza literária, ou mesmo pelas suas infinitas lições morais, mas especialmente pelo fato de tratar-se da maneira como Deus fala conosco. Por isso as mensagens contidas em suas páginas e as histórias nelas retratadas são tão maravilhosas. Talvez uma das mais significativas para todos nós seja aquela escrita na Epístola do Apóstolo Paulo a seu amigo Filemon.

Essa carta de Paulo contém apenas um capítulo. É a mais pessoal das mensagens escritas e enviadas por Paulo, pois dirige-se apenas a uma pessoa. É uma carta de intercessão em favor de um escravo. O nome desse escravo era Onésimo.

Nos dias do Apóstolo Paulo, o império romano dominava o mundo antigo. Por essa razão as leis romanas eram as regras aplicadas em todos os lugares, incluindo a forma de tratamento dos escravos. Era uma lei implacável, pois o ser humano reduzido à condição de escravidão era considerado apenas um objeto, um animal semelhante a um boi ou um cavalo, utilizado para as mais diversas tarefas.  Não é à toa que esse regime legal, tão duro e cruel, tenha sido copiado nos séculos seguintes perdurando em muitos lugares do mundo, como aqui no Brasil até o final século XIX. Desse modo, um escravo não tinha direito algum e, quando fizesse algo contra o seu dono ou senhor, poderia ser castigado severamente com açoites, ou até mesmo ser morto.

Onésimo era um escravo fugitivo que encontrou o Apóstolo Paulo quanto este se encontrava na prisão, tendo aceitado a Cristo. Porém, Onésimo havia fugido justamente de seu amigo e irmão Filemon, de quem tinha furtado uma considerável quantia em dinheiro. Nesse caso a pena para o seu erro seria invariavelmente a morte. Mostrando-se aí, nessa terrível circunstância, a força e a graça redentora do amor de Deus pelo ser humano.

Veja o diz o Apóstolo Paulo a Filemon, em favor de Onésimo:

Apelo em favor de meu filho Onésimo, que gerei enquanto estava preso. Ele antes lhe era inútil, mas agora é útil, tanto para você quanto para mim. Mando-o de volta a você, como se fosse o meu próprio coração. Gostaria de mantê-lo comigo para que me ajudasse em seu lugar enquanto estou preso por causa do evangelho. Mas não quis fazer nada sem a sua permissão, para que qualquer favor que você fizer seja espontâneo, e não forçado. Talvez ele tenha sido separado de você por algum tempo, para que você o tivesse de volta para sempre, não mais como escravo, mas, acima de escravo, como irmão amado. Para mim ele é um irmão muito amado, e ainda mais para você, tanto como pessoa quanto como cristão. Assim, se você me considera companheiro na fé, receba-o como se estivesse recebendo a mim. Se ele o prejudicou em algo ou lhe deve alguma coisa, ponha na minha conta. Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu pagarei — para não dizer que você me deve a sua própria pessoa.” (Carta de Paulo a Filemom, cap.1, versículos 10 a 19).

Podemos, dessas poucas linhas, aprender lições valiosíssimas de como Deus pode restaurar a vida de um ser humano. Onésimo era um escravo fugitivo, inútil, cujo único tratamento ou recompensa merecida por seus atos seria a morte. Entretanto, ao conhecer o amor de Cristo através da vida do Apóstolo Paulo, sua vida mudou. O arrependimento pelo seu pecado lhe obrigou a retornar ao seu dono e senhor. Contudo, ele não voltou sozinho, pois o seu testemunho de salvação estava acompanhado da carta (a Palavra de Deus escrita por inspiração do Apóstolo Paulo) que intercedia por sua vida. Trazendo consigo a mensagem de perdão e liberdade dirigida a Filemon.

Vemos aí que a maravilhosa manifestação do poder de Deus também não se limitou apenas na transformação da vida de Onésimo, mas estendeu-se a vida de Filemon, já que ele era um Cristão convicto como afirmam os versículos 4 e 6.

Sempre dou graças a meu Deus, lembrando-me de você nas minhas orações, porque ouço falar da sua fé no Senhor Jesus e do seu amor por todos os santos. Oro para que a comunhão que procede da sua fé seja eficaz no pleno conhecimento de todo o bem que temos em Cristo.” (Capítulo 1, versículos 4 a 6).

Assim, observamos que Filemon, mesmo tendo o direito de castigar Onésimo por seus erros, respeitou algo maior e mais forte que a lei vigente na época. Era “a sua fé no Senhor Jesus e seu amor por todos os santos”. Por essa razão Paulo sentiu-se a vontade em interceder pelo escravo a fim de que ele fosse tratado “não mais como escravo, mas, acima de escravo, como irmão amado”.

E não foi só isso! Se houvesse algo que Onésimo tivesse prejudicado a Filemon, por conta dos prejuízos decorrentes de seu crime, Paulo mesmo assumia a responsabilidade em pagar por esses danos. Assemelhando tal atitude ao resgate vicário de Cristo que “pagou” o preço pelos nossos pecados na cruz do Calvário. Pois assim como devemos tudo a Jesus, o Apóstolo Paulo também destacou: “Se ele o prejudicou em algo ou lhe deve alguma coisa, ponha na minha conta. Eu, Paulo, escrevo de próprio punho: Eu pagarei — para não dizer que você me deve a sua própria pessoa.

Que história linda! Quantas lições podemos extrair dela: Amor, perdão, responsabilidade e restauração. Quantas pessoas nos dias de hoje assemelham-se a Onésimo, um escravo das coisas ruins que praticaram no passado e hoje estão fugindo por causa de seus pecados. Mas hoje possuem a oportunidade de encontrar-se com Cristo e serem perdoadas, podendo retornar às suas famílias, trabalho e amigos. Não mais como escravos inúteis, mas como pessoas úteis e restauradas por meio da salvação em Jesus Cristo, como o próprio Apóstolo Paulo diz em sua outra carta aos Romanos:

Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. (Carta de Paulo aos Romanos, capítulo 3, versículos 21 a 24).

Portanto, se você se encontra separado de Deus, lembre-se que Ele quer reuni-lo de volta à sua família e a comunhão de seus irmãos, assim como aconteceu com Onésimo e Filemon, porque: “Talvez ele tenha sido separado de você por algum tempo, para que você o tivesse de volta para sempre...”

Mas, e como terminou a história de Onésimo e Filemon?

Embora a Bíblia não relate o que aconteceu a Onésimo e Filemon após o reencontro de ambos, a tradição e a história cristã relatam que Filemon perdoou Onésimo, libertando-o do jugo da escravidão e de sua dívida, permitindo-lhe retornar ao Apóstolo Paulo. Tornando-se irmãos em Cristo e amigos. Tempos mais tarde Onésimo foi mencionado como um grande pregador do Evangelho, Bispo da Igreja em Éfeso, conforme mencionado nos escritos de Inácio de Antioquia. Sendo Filemon, também, um respeitável líder cristão da Igreja na cidade grega de Colossos, na ásia menor.

Que Deus possa restaurar sua vida e abençoá-lo, libertando-o de todo o tipo de escravidão e tornado-o útil aos seus queridos. Deixe Ele manifestar Seu poder em sua vida. Aceite-O hoje mesmo e veja quão grandes coisas Ele pode fazer em seu favor.

Que Deus o abençoe ricamente!



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Bibliografia:

Cretela Júnior, in Direto Romano, Editora Forense, 2ª Edição.

Eusébio de Cesaréia, in História Eclesiástica – Os primeiros quatro séculos da igreja cristã, Editora CPAD.

Bíblia Anotada, Introdução ao Livro de Filemon, Editora Mundo Cristão, 1ª Edição.

Todas as citações Bíblicas mencionadas nesse texto foram extraídas da Bíblia de Estudo NVI – Nova Versão Internacional, Editora Vida.

sábado, 13 de abril de 2013

490 Vezes


490 vezes



Quando pensamos em perdão é fácil associarmos essa palavra a sentimentos pessoais e lembrar de fatos e pessoas que nos trouxeram algum sofrimento. Porém, para muitos, esses mesmos sentimentos são diretamente vinculados ao desejo de vingança e reparação, o que não é considerado absolutamente errado. Muitas vezes a reparação seria justa, ou, até a vingança, justificável. Na antiguidade as leis tinham um forte caráter de reparação e vingança. O Código de Hamurabi, escrito há 1.700 anos antes de Cristo era um nítido exemplo desse tipo compensação ou vingança. Em um de seus artigos havia a seguinte inscrição:

"Se um construtor edificou uma casa para um Awilum, mas não reforçou seu trabalho, e a casa que construiu caiu e causou a morte do dono da casa, esse construtor será morto".[1]

Por conta de seu rigor em atribuir reparações esse código basicamente originou um dos princípios do direito antigo: O principio de talião[2], do qual adveio a expressão: “Olho por olho, dente por dente.

O povo hebreu não ficou fora desse contexto. O próprio Moisés, ao receber as leis e fixá-las a população, estabeleceu critérios de reciprocidade de castigos e reparações. Veja o que diz a Palavra de Deus:

Se alguém furtar boi ou ovelha, e o degolar ou vender, por um boi pagará cinco bois, e pela ovelha quatro ovelhas.” (Êxodo, capitulo 22, versículo 1).

Mas se houver morte, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.” (Êxodo, capitulo 21, versículos 23 a 25).

Quem ferir alguém, de modo que este morra, certamente será morto.” (Êxodo, capítulo 21, versículo 12).

Foi por essa razão que o Rei Davi, ao ser confrontado pelo profeta Natã, disse que o pecador deveria morrer, além de restituir quadruplicado pelo seu pecado (II Samuel, cap. 12, vers. 5 e 6). Assim como Zaqueu, o cobrador de impostos, que ao ser salvo por Jesus prometeu restituir quatro vezes mais àqueles a quem houvera defraudado (Ev.Lucas, cap. 19, vers. 8).

Mas houve um personagem bíblico que estabeleceu um padrão de compensação e vingança absurdamente desproporcional e injusto. Seu nome era Lameque, tataraneto de Caim.

Lameque, além de polígamo[3], tinha um caráter injusto e extremamente vingativo, pois ao declarar publicamente haver matado um jovem e um homem, ainda estabeleceu um grau de retaliação para quem quisesse vingar-se dele. Observe:

E disse Lameque a suas mulheres Ada e Zilá: Ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai as minhas palavras; porque eu matei um homem por me ferir, e um jovem por me pisar. Porque sete vezes Caim será castigado; mas Lameque setenta vezes sete.” (Gênesis, capítulo 4, versículos 23 e 24).

Vemos, pelo exemplo de Lameque, os resultados que hoje assolam a humanidade: Guerras, afrontas, discórdias e o próprio sentimento de vingança como instrumento de reparação e satisfação pessoal. Mas JESUS CRISTO nos deu uma lição valiosíssima ao responder a Pedro por ocasião de quantas vezes devemos ser tolerantes e prontos a perdoar nossos semelhantes.

Então Pedro, aproximando-se dele, disse: ‘Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?’ Jesus lhe disse: ‘Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.” (Ev. Mateus, cap.18, vers.21 e 22).

Não foi por mera coincidência ou acaso que Pedro questionou Jesus acerca da tolerância e do perdão, pois nos dias de Cristo ainda prevaleciam as ideias de talião, “olho por olho, dente por dente”(Ev. Mateus, cap.5, vers.38 a 44). Por essa razão Pedro desejava saber qual o critério que Jesus estabeleceria a fim de tratarmos nossos semelhantes ao nos ofenderem. Desse modo, assim como Lameque estabeleceu um critério absurdamente desproporcional para a vingança; JESUS fixou esse mesmo padrão para a tolerância e o perdão, dando-nos uma preciosa lição de como Deus trata essa questão.

Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos. E, começando a fazer as contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida lhe fosse paga. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes encerrou-lhe na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passou. Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?
E, indignado, o seu senhor o entregou aos carcereiros, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.
 (Ev.Mateus, cap. 18, vers. 23 a 35).[4]

Portando, se você almeja que a misericórdia de Deus alcance sua vida, saiba agir conforme o critério de Jesus para a tolerância e o perdão. E Você verá quão bom isso será para você e todos os seus relacionamentos.

Lembre-se:

O que segue a justiça e a beneficência achará a vida, a justiça e a honra.” (Provérbios, cap.21, vers.21).

Que Deus os abençoe!





[1] Passagem do Código de Hamurabi (artigo 25, § 227) – Awilum, significa cidadão livre. Fonte: Encyclopaedia Britannica.
[2] O Principio de Talião ou Lei de Talião, também chamado Lex Talionis (talis = igual, idêntico), chamada de lei da retaliação, a qual consistia na reciprocidade entre delito e pena. Fonte: Grandes Civilizações do Passado, Ed. Fólio.
[3] O registro de Lameque, apresentado em Gênesis, cap. 4, vers.19 descreve o primeiro caso de poligamia nas Escrituras Sagradas.
[4] Todas as referências bíblicas citadas nesse texto foram extraídas da Bíblia Sagrada, versão ALMEIDA Corrigida e Revisada, SBB.

sábado, 30 de março de 2013


O Evento mais importante da história


Ao longo de toda a história da humanidade vimos inúmeros personagens que se destacaram, quer por suas façanhas ou por seu modo de pensar. Na antiguidade podemos citar os grandes filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles, em que a busca do conhecimento motivou respostas às questões mais importantes que preocupam o ser humano atualmente, tornando-se o berço de teses e livros estudados até os dias de hoje.

Temos também os grandes generais e líderes militares, desde Alexandre da Macedônia, até Napoleão Bonaparte, cujas batalhas alteraram a geopolítica e disseminaram mudanças na cultura e costumes dos povos. Há cientistas, como Pitágoras, o criador do teorema matemático que leva seu nome e tanto incomoda os estudantes nas escolas (risos). Assim como Newton, sem o qual a física não teria se desenvolvido até que Albert Einstein pudesse desenvolver a fórmula de mexeu com a estrutura da matéria (E=M.C²), explicando os mistérios do espaço-tempo.

Além destes, a história também registrou grandes líderes religiosos, desde Confúcio na China de antes de Cristo, ou de Siddhartha Gautama, também conhecido como Buda, na região do Nepal. E Muhammad, ou Maomé, profeta sagrado para os Muçulmanos. Todos esses homens atraíram milhões de pessoas pelos seus ensinamentos e doutrinas, além de livros e dogmas que hoje servem de inspiração e orientação as suas religiões. Enfim, podemos afirmar seguramente que a história da humanidade é tão rica pelos feitos e realizações de seus ícones, que seria uma afronta dizer que poderíamos resumí-la nessas poucas linhas desse texto.

Entretanto, um fato comum compreende todos esses personagens históricos. Algo do qual nenhum deles, por mais brilhante, rico ou sábio que tenha sido pôde evitar. A MORTE.

A morte como a conhecemos não possui uma justificativa, uma razão para acometer os homens. Sua ocorrência se dá independente das condições ou qualidades de quem morre. Mas sabemos que sua origem deu-se pelo erro e pecado de um homem. Assim nos confirma as Escrituras Sagradas:

Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” (Romanos, cap.5, vers.12).

Sabemos, portanto, que um dia todos irão se defrontar com esse dilema, de que um dia morrerão. E com a morte cessam todos os sonhos, as novidades e as possibilidades em compartilhar algo de bom. Pois como dizia Salomão “...porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.(Eclesiastes, cap. 9, ver.10).

Mas houve um ser humano, em toda a história, que contrariou essa perspectiva. Sua vinda a esse mundo foi justamente com o propósito em reverter essa triste realidade que até hoje nos aprisiona e assola. Seu ato em entregar-se voluntariamente para remir os pecados da humanidade foi o inicio de um novo tempo. Por isso chamamos sua mensagem de Evangelho, que em grego falado na época (ευαγγέλιον), euangelion, significa boas-novas. Seu nome é Jesus Cristo. JESUS é a representação viva da Páscoa, ou do Pessach Judaico, quando os judeus para se protegerem da terrível praga da matança dos primogênitos egípcios foram orientados a imolar um cordeiro, sem defeitos, e seu sangue deveria ser aspergido e passado nos umbrais e nas vergas das portas das casas dos filhos de Israel. (Exodo, cap. 12, vers. 1 a 14). Assim foi todo o povo de Deus protegido da morte e liberto do jugo da escravidão do Egito.

Foi por essa razão que Jesus Cristo, tornou-se o Cordeiro Pascoal, a fim de nos resgatar da morte e do jugo da escravidão do pecado. Mas um fato importante tornou esse acontecimento o evento mais importante da humanidade. Veja o que diz a Palavra de Deus:

E, passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol. E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida, branca; e ficaram espantadas. Ele, porém, disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram.”(Ev. de Marcos, cap. 16, vers. 1 a 6).

E que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho.” (II Timóteo 1:10).

Isso mesmo! JESUS RESSUCITOU!! Esse acontecimento tornou-se o mais importante fato para a humanidade, pois apesar da história ser tão cheia de ícones, heróis e outros personagens famosos, todos eles morreram. Mas Jesus ressuscitou! E com ele a esperança de uma vida eterna com Ele. Veja só!

Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” (I Coríntios, cap.15, vers. 52 a 57).

  “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Ev. João, cap. 3, vers. 16 e 17).

Por isso comemoramos a Páscoa! Porque Jesus Ressuscitou e nos reconciliou com Deus, dando-nos a oportunidade da salvação e da vida eterna ao Seu lado.

Esta é a aliança que farei com eles Depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades. Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado. (Hebreus, cap. 10, vers. 16 a 18).

Que você possa reconhecer a importância desse sacrifício de Jesus Cristo para a sua vida. Que você possa reconhecê-lo e aceitá-lo como seu único e suficiente salvador. Tornando esse dia o mais importante evento de Sua História!

Uma feliz Páscoa! Que Deus te abençoe!!


sábado, 23 de março de 2013


       Aprender a Servir


Nos tempos de Jesus a sociedade podia ser dividida em diversas categorias. Havia os reis e imperadores, dentre eles os maiores da época, Cesar Augusto e depois Tibério Cesar, além da dinastia Herodiana na região da Palestina do século I. Havia os militares e soldados, os quais mantinham o domínio do império romano sob a maior parte Europa, além da Ásia menor e parte da África. Havia os sacerdotes e religiosos da época, sendo o Sinédrio Judaico, composto pelos seus 71 membros e presidido pelo Sumo Sacerdote, o maior símbolo de seu poder político e religioso.

Também existiam as famílias nobres que descendiam dessas classes superiores, além dos escribas que eram prestigiados por registrar os acontecimentos nas cortes, auxiliando as autoridades. Havia os ricos comerciantes, que se beneficiavam do comércio entre os territórios sob possessão romana. Abaixo dessas classes, a base da pirâmide social era composta por homens livres que tinham profissões, dos quais José, pai adotivo de Nosso Senhor era um representante como carpinteiro (Ev.Mateus,cap.13, vers. 55). Finalizando com os chamados ‘jornaleiros’ (Levítico, cap.25, vers.40 e Ev.Lucas,cap.15,vers.19), os quais eram pagos pela sua jornada diária de trabalho (Ev. Mateus, cap.20, vers.2). E, em último lugar, como parte da sociedade estavam os escravos e servos.

Mas mesmo entre essa última categoria havia distinções, pois os servos e escravos eram diferenciados de acordo com seus trabalhos em favor de seus senhores. Existiam aqueles que serviam seus senhores auxiliando na administração e no comércio (Ev.Mateus,cap.25:14). Havia aqueles que trabalhavam no campo e nos cuidados com os animais (Ev.Lucas, cap.17, vers.7). E, por último, havia os escravos domésticos que cuidavam da casa e da própria higiene de seus senhores (I Samuel, cap.25, vers.41).

Entretanto, conforme a Lei de Moisés determinava, o povo de Israel não possuía o costume em tomar escravos dentre os seus concidadãos (Levítico, cap.25, vers.39 e 42). Mas as famílias ricas da época e muitos membros proeminentes da sociedade tinham servos e escravos domésticos. Sendo que estes, ao receberem os seus senhores ou visitantes nas suas casas, tinham a obrigação de recebê-los e tirar-lhes as sandálias, lavando-lhes seus pés. Tornando-os assim limpos para adentrarem à casa e depois cearem com seus anfitriões. A tarefa desses escravos podia ser considerada um trabalho humilhante pois, na antiguidade, em razão do uso de sandálias rústicas, os pés eram a partes do corpo mais expostas a poeiras, ao barro e outro tipos de sujeiras que impregnavam os pés dos transeuntes. Por isso João Batista referiu-se a Jesus, dizendo de sua condição em relação a Cristo que: “Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das suas sandálias.”(Ev.Marcos, cap.1º, vers.7). Mas o ato de lavar os pés era também era uma regra especial de hospitalidade, veja:

E disse: Meu Senhor, se agora tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que não passes de teu servo. Que se traga já um pouco de água, e lavai os vossos pés, e recostai-vos debaixo desta árvore. E trarei um bocado de pão, para que esforceis o vosso coração; depois passareis adiante, porquanto por isso chegastes até vosso servo. E disseram: Assim faze como disseste. E Abraão apressou-se em ir ter com Sara à tenda, e disse-lhe: Amassa depressa três medidas de flor de farinha, e faze bolos.” (Gênesis, cap.18, vers. 3 a 6).

E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento. E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça, e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento. Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora...

...E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e os enxugou com os seus cabelos. Não me deste ósculo, mas  esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés.” (Ev. Lucas, cap. 7, vers. 37 a 39 e 44 a 45).

Nesse contexto histórico, vemos que Jesus aproveitou a realidade sociocultural da época para nos dar uma das mais belas lições de humildade e importância do trabalho cristão. Veja o que aconteceu entre ele e os seus discípulos.

Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim? Respondeu Jesus, e disse-lhe: O que eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberás depois.” (Ev. João, cap. 13, vers. 3 a 7).

Note que Jesus, mesmo “sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus”. Ou melhor, que Jesus pertencia a mais alta classe e posição, sendo o mais rico e nobre que qualquer outra condição social podia lhe conferir, resolveu levantar-se e fazer-se de escravo, lavando-lhes os pés de seus discípulos. Depois, mesmo sendo interpelado por Pedro, Ele continuou esclarecendo após a real importância de seu gesto.

Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu Senhor e Mestre vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.” (Ev. João, cap.13, ver.12 a 17).

Somos impulsionados nos dias de hoje a almejarmos cada vez mais reconhecimento e notoriedade. Muitos gastam seus recursos buscando se autopromover ou até mesmo alcançar o status de celebridade. Porém Jesus nos ensina que a verdadeira forma de servirmos a Ele é transformando-nos também em servos uns dos outros. Observe que Cristo, sendo o próprio Deus, sujeitou-se a posição de um escravo doméstico. Isso com o intuito de nos dar o exemplo. Veja o que o Apóstolo Paulo fala sobre isso:

Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruzPor isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome. Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses, cap. 2, vers. 2 a 11).

Vemos, portanto, que a verdadeira forma de sermos úteis ao Senhor é fazendo-nos servos de Deus em favor de nossos irmãos. Não por vanglória ou falsa piedade mas por amor, seguindo o exemplo de Cristo para as nossas vidas, lembrando:

Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve.” (Ev. Lucas, cap. 22 vers. 26).

Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.”(Ev.Lucas,cap.14 vers.11).

Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte. Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” (I Pedro, cap. 5, vers. 6 e 7).

Que possamos viver como servos de Deus em favor de nossos irmãos, ‘lavando-lhes os pés’, abençoando-os por amor a Cristo.

Que Deus os abençoe grandemente.




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Fontes:
- Todas as referências bíblicas citadas nesse texto foram extraídas da Bíblia Sagrada, versão ALMEIDA Corrigida e Revisada, SBB.
- Flávio Josefo, História dos Hebreus, Editora CPAD.
- Grandes Civilizações do Passado, Vols. III, VI e VIII, Editora Folio.
- Artigo: A Palestina do Século I, por Prof. Dra. Andreia Cristina Lopes Frasão da Silva.

sábado, 16 de março de 2013


Como reconhecer Deus


Você alguma vez já passou pela experiência de estar em um lugar, ao lado de um amigo ou conhecido, mas não reconhecê-lo no primeiro momento? Pessoalmente, pela minha distração ou correria já vivenciei essa experiência mais de uma vez. Confesso que é constrangedor, mas o tipo de vida em que vivemos atualmente nos coloca as vezes nessa situação.

Hoje em dia somos impulsionados a viver em um ritmo acelerado. Nossa rotina está atrelada a compromissos de tal forma que é impossível viver sem estarmos presos a um relógio. Nos sentimos angustiados no trânsito, sempre com pressa. Somos diariamente “bombardeados” com propagandas, notícias em tempo real, e-mails e contatos virtuais. Estamos cada dia mais nos tornando individualistas e preocupados apenas com nossas próprias necessidades. Acabamos prisioneiros da tecnologia. Podemos ter o carro mais potente, o computador mais rápido, a casa mais confortável, contudo estamos ficando mais solitários e egoístas.

Mas, nessa situação em que somos obrigados a viver podemos nos perguntar: Onde está Deus? Muitos cristãos queixam-se de não sentir mais a presença de Deus em suas vidas. Outros acabam se distanciado tanto da presença de Nosso Senhor que já não se preocupam mais em manter um contato ou comunhão diária com Ele.

Ao estudar as Escrituras Sagradas, há um relato de que nos dias de Jesus também houve pessoas que não o reconheceram apesar de estarem ao lado Dele. Isso mesmo! Pode parecer incrível, mas houve pessoas no passado que não reconheceram a Cristo, estando junto D’Ele. Uma delas se chamava Cléopas. Veja o que diz a Bíblia em seu evangelho de Lucas:

E eis que no mesmo dia iam dois deles para uma aldeia, que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo JESUS se aproximou, e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando trocais entre vós, e por que estais tristes? E, respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o crucificaram.” (Ev. Lucas, cap. 24, vers. 13 a 20)[1].


Vemos que Cléopas não reconheceu Jesus, mesmo tendo caminhado junto com Ele na estrada que os conduzia para Emaús. Porém, a Bíblia diz que ele e seu companheiro estavam com seus olhos “como que fechados para que o não conhecessem”. Ou seja, eles estavam “entorpecidos” pelos acontecimentos que os envolveram dias antes, quando Jesus foi preso, torturado, julgado injustamente e morto. Estes fatos haviam lhes tomado totalmente a suas atenções de maneira que não conseguiram entender e enxergar o novo. Foi necessário que o próprio Jesus, mesmo sem ser reconhecido, tivesse de explicar o plano da salvação da humanidade. Veja só:

“E ele lhes disse: O néscios e tardos de coração para crer em tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.” (Ev. Lucas, cap. 24, vers. 25 a 27).

Talvez hoje você se sinta envolvido em lutas, dificuldades e aflições de tal forma que não consiga reconhecer que Jesus está caminhando ao seu lado. Note que Jesus estava caminhando junto de Cléopas, mas todas aquelas notícias tristes lhe impediam de reconhecê-lo. Hoje sua atenção pode estar voltada para os problemas e as coisas tristes que estão lhe rodeando, mas lembre-se: JESUS É CHAMADO DE EMMANUEL. ELE É DEUS CONOSCO. ELE ESTÁ JUNTO DE VOCÊ!!

 A história do caminho de Emaús teve um final feliz, pois Cléopas e seu companheiro de viagem acabaram reconhecendo a Cristo. Mas a Bíblia nos ensina que isso ocorreu em um momento muito especial. Note o que diz a Palavra de Deus:

“E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe. E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu. E Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?  (Ev. Lucas, cap. 24, vers. 28 a 32).

Vejam que eles começaram a sentir seus corações arderem com presença de Jesus quando Ele lhes “...abria as Escrituras”. Sendo que, no momento em que oraram, dando graças ao alimento seus olhos se abriram e o reconheceram. Se você realmente deseja experimentar a presença de Deus em sua vida Ore e Leia a sua Palavra! A Bíblia é Deus falando com você. É isso que nos diz o Evangelho de João:

No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o verbo era Deus.” (Ev. João, cap.1º, vers.1º).

Por muitas vezes em minha caminhada cristã passei por lutas e dificuldades. Em algumas ocasiões senti que minhas orações não estavam sendo ouvidas. Nessas horas de dificuldades e aflições a Palavra de Deus foi meu conforto e meu porto seguro, fazendo das minhas orações minha ferramenta para aproximar-me de Deus:

“Invoca-me no dia da angustia, eu te livrarei e tu me glorificarás.” (Salmos, cap. 50:15).

“No dia da minha angústia clamo a ti, porquanto me respondes.” (Salmos, cap. 86, vers. 7).

“Aflição e angústia se apoderam de mim, contudo os teus mandamentos são o meu prazer.” (Salmos, cap. 119, vers. 143).

Em algumas vezes somos condicionados a associar a presença de Deus em nossa vida às emoções. Vamos aos cultos e as reuniões nas igrejas e, se não nos comovermos ou chorarmos é porque não sentimos a presença de Deus. Realmente Deus nos toca e nos comove, mas Sua presença em nossa vida é um fato constante e independente de nossos sentimentos. O que vale dizer que, independente de suas emoções (alegria, tristeza, raiva, felicidade, angústia, prazer, etc.) Ele está ao seu lado, pronto em lhe ouvir e falar com você. Tenha seu foco e sua atenção em Cristo. Não permita que o mundo a sua volta lhe cegue a tal ponto em que você não consiga reconhecer Jesus caminhando ao seu lado. E lembre-se sempre da promessa que Ele nos fez em suas Escrituras:

“...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” (Ev. Mateus, cap. 28, vers. 20).

Deus te abençoe!!





[1] Todas as referências bíblicas citadas nesse texto foram extraídas da versão, ALMEIDA Corrigida e Revisada, SBB.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O AMOR DE UM PAI


O amor de um pai



  Todos os dias nos deparamos com histórias que poderiam muito bem nos trazer valiosas lições a respeito da vida, do amor, do sacrifício e da força de vontade em vencer. Porém, uma dessas histórias que li e assisti anos atrás me ensinou, além desses pontos, um pouco mais do amor de Deus por nós. Essa história nos fala de Dick e Rick Hoyt.

  Dick é um tenente-coronel aposentado, residente no estado de Massachusetts, Estados Unidos, e seu filho Rick, nascido em 1962, teve um grave problema no parto, provocando uma paralisia cerebral permanente e severas deficiências em sua fala e movimentos. Por recomendação médica os pais de Rick foram aconselhados a internarem o pequeno filho em uma instituição para deficientes pois, pelas previsões dadas pelos médicos, a vida dele seria comparável a de um vegetal.

  Mesmo diante dessas lutas Dick não desistiu de seu filho, passando a dedicar-se e a cuidar dele, mesmo diante dos prognósticos mais pessimistas. Aos poucos foi possível observar que o pequeno Rick podia entender o mundo a sua volta. E não apenas isso! Ele poderia também se comunicar. Foi aí que seus pais foram além, desenvolvendo com a ajuda de técnicos e cientistas um computador para que ele pudesse comunicar-se e integrá-lo ao convívio das demais pessoas. Mas essa história não termina por aqui.

  Anos depois, sendo Rick um jovem, decidiu ajudar um colega de sua escola que havia ficado paraplégico em razão de um acidente de carro. Assim, pai e filho organizaram a arrecadação de fundos em favor do amigo, decidindo participar de uma corrida. Ao cruzarem a linha de chegada pai e filho estavam realizados. Rick disse ao seu pai que ao participar da corrida sentia que suas limitações não existiam. Foi então que Dick tomou uma decisão corajosa. Surgia nesse momento o time Hoyt.

  Pai e filho resolveram competir juntos. Contudo, essa não seria nenhuma surpresa se não fosse pelo empenho, cuidados e a dedicação de Dick. É difícil dizer o quanto foi exigido do tempo e dos recursos do pai de Rick, o qual teve que desenvolver equipamentos esportivos especiais, aprender a nadar, além de adquirir o preparo físico necessário para poder superar esses desafios.

  Mas o mais lindo e emocionante de todo o sacrifício que Dick fez pelo filho ao competir foi trazer o seu filho junto consigo. Em muitos momentos carregando-o literalmente em seus braços. Levando-o consigo em todas as etapas das provas em que participaram. Hoje, apesar de todas as suas limitações, Rick é um homem realizado, vivendo sozinho com a ajuda de pessoas para ajudá-lo e tendo se graduado na universidade de Boston, onde também trabalha.

  Juntos, pai e filho, o Team Hoyt (Time Hoyt), já foram tema de reportagens e documentários, inclusive aqui no Brasil no ano de 2008. Tendo participado de 911 eventos esportivos, entre eles: 206 triatlos, 6 competições de ironman triathlon, 64 maratonas, além de uma corrida pelo interior dos Estados Unidos, onde pedalaram e correram o equivalente a mais de 6 mil quilômetros. A lição que Dick e Rick procuram deixar a todos é a força e vontade em alcançar seus objetivos, independente das dificuldades[1].

  Entretanto, para mim, ao ver o sacrifício desse pai em dedicar-se por puro amor ao seu filho, não posso deixar de associar essa história a certeza de um sacrifício e de um amor muito maior, dedicado por Deus em favor de toda a humanidade.

  Jesus, O Filho de Deus, Nosso Salvador, em certa ocasião ao ensinar os homens acerca do amor de Deus comparado ao amor humano, assim disse:

  “E qual entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?” (Ev. Mateus, cap.7, vers. 9 a 11).

  Em outra passagem, assim disse Jesus daqueles que viessem a Ele:

  “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” (Ev. João, cap. 6, vers.37).

  Sabemos, por meio da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, que: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Ev. João, cap.3, vers.16).

  DEUS AMA VOCÊ! E ele fez um sacrifício ainda maior do aquele pai que contamos nessa história! Ele doou a vida de seu único filho para proporcionar-lhe a salvação, a felicidade e a oportunidade de uma nova vida por Jesus Cristo. Não importa em que condições ou como você esteja hoje, lembre-se do que o próprio Jesus falou:

  “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.”(Ev.Mateus, cap.11, vers.28).

  O tempo de você aceitar a Jesus Cristo é AGORA!
  Saiba que Ele pode e quer estar ao seu lado! Assim como na história de Dick e Rick ele quer conduzi-lo, estar junto com você e fazer de você um vencedor! Basta entregar sua vida a ele, aceitando-o como seu único e suficiente salvador. Abra seu coração! E nunca se esqueça:

  “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome.”(Ev.João, cap.1º, vers.12).

  Torne-se um filho de Deus e experimente as maravilhas que Deus poderá fazer em sua vida! Se você já o aceitou, mas por alguma razão esqueceu-se de tão grande amor. Saiba que Ele está esperando por você:

  “Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la? E achando-a, a põe sobre os seus ombros, gostoso. E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida. Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”(Ev.Lucas, cap.15, vers. 4 a 7)[2].

  Que Deus lhe abençoe grandemente.




[1] Fonte: www.teamhoyt.com
[2] Todas as citações Bíblicas citadas nesse texto foram extraídas da versão ALMEIDA, Corrigida e Revisada.